Uchôa de Mendonça: A tocha e os tolos

31 de maio de 2016
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A velha história, “comemos urubu e arrotamos peru”. Imaginamos ricos, afortunados, “Deus é brasileiro” e outras tolices, mas na verdade não passamos de pobres de espírito, um bando de trouxas da pior espécie...

Anda por aí, empunhada por “personagens” que imaginam estar fazendo uma bela figura, uma “tocha olímpica” que teria sido acesa na Grécia e que caminhará por cidades brasileiras até o dia do início das olimpíadas no Rio de Janeiro, com suas favelas, antros os mais violentos do mundo, que, não se sabe como, foi eleita para sediar importantes disputas de várias modalidades de jogos, para deleite de políticos e outros sabidos que, às custas de nossos recursos, arrecadados em forma de impostos, para construção de formidáveis elefantes brancos, sendo que um, dos mais vistosos, foi em parte destruído por uma impetuosa onda, uma ciclovia suspensa.

A economia é movida ao sabor da correção monetária, das exportações de commodities agrícolas e minerais, para engordar formidáveis grupos internacionais com capacidade para industrializá-las e ganhar rios de dinheiro, às nossas custas.

Para se ter uma ideia, para trazer a tocha olímpica da Grécia ao Brasil foram gastos US$ 4 milhões e, não se sabe ainda quanto está se gastando de milhares de reais para que atletas, os mais embevecidos com as papagaiadas protagonizadas em nossas ruas, portando tal objeto, fazem um papel ridículo para distração de amontoados de tolos que perdem tempo para ver a tocha passar, enquanto milhares de pessoas, crianças e velhos aguardam insones, nas portas dos postos de saúde, lacrados, com os dizeres; “Não temos vacina”, num atestado eloquente da nossa pobreza, da monstruosa desarrumação do nossos aparelhos de saúde pública. 

Não temos um hospital público em condições decentes, que possa abrigar pessoas necessitadas de um simples atendimento para encanar um braço, um surto de gripe, enquanto se gasta milhões de reais para se conduzir (a troco de quê) uma tocha, enquanto morremos à mingua!.

Será que é este o Brasil que nós queremos? Vejam as inconsequências que praticamos, alegando gente a mais despreparada, assaltantes, quadrilhas de ladrões que assaltam os cofres públicos e, interessante, teimam que são inocentes. Quanta falta de escrúpulos, de decência, de ética, de vergonha.


Compomos, realmente, um país de trouxas, tolos, idiotas, 
delinquentes, adorando o percorrer de uma tocha, enquanto milhares morrem de fome.



Uchôa de Mendonça
é jornalista

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