Uchôa de Mendonça: Prisão perpétua

1 de junho de 2016
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O noticiário é farto. O juiz Federal Sérgio Moro aplicou ao ex-ministro da Casa Civil do ex-presidente Lula, José Dirceu, a pena de 23 anos e três meses de prisão, por crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, na maior pena já aplicada a envolvidos no processo Lava-Jato.

Conforme decisão do juiz Federal, o petista é acusado de receber propina em dinheiro e imóveis da empreiteira Engevix em troca de contratos com a Petrobras. Parte da propina foi paga durante o julgamento do mensalão, segundo o juiz Sérgio Moro.

A prisão do ex-ministro José Dirceu, como tudo que vem acontecendo no governo de Dilma e aconteceu no de Lula, mostra a que vieram os bandos de esfomeados que ocuparam o poder.

As coisas chegaram a um certo espanto no Brasil que, não fosse a impetuosidade da chamada Grande Imprensa, denunciando fatos, a ação exemplar da Polícia Federal, da determinação do juiz Federal Sérgio Moro, certamente que o perigoso grupo de petista não estaria sendo removido das entranhas do poder, onde se alojou.

A tragédia política que sacode o Brasil de norte a sul,mostrando todas suas podridões, parece que terá uma trégua retumbante. Ninguém irá se atrever em participar de esquemas de corrupção desenfreada, como a comandada pelo corajoso José Dirceu. Tão corajoso que, diante das condenações, mesmo diante dos quadros de delação premiada, preferiu manter-se em silêncio, esperando o desenrolar dos acontecimentos, talvez...

Questiona-se a presença de gente comprometida com a situação anterior, que estaria participando do governo de Michel Temer. Me parece que o quadro político nacional se aconselha numa espécie de reflexão profunda, onde todos procuram se adaptar a uma nova realidade, que é a implantação da moralidade pública.

No caso presente do preso José Dirceu, pelo menos sabe-se que jamais terá chance de voltar à vida pública. O que todos almejam é que o mesmo venha a acontecer com o “professor” Lula que, em termos, admite-se que seja o mentor de toda essa depravação política que se observa nos últimos 21 anos no Brasil.

Nossas esperanças são no sentido de que ocorram mudanças profundas nos mecanismos políticos nacionais, para impedir que essa gente comprometida com a ladroagem fique distante do poder.

Os advogados de José Dirceu dizem que a condenação dele se assemelha a prisão perpétua. Não exagerem tanto...






Uchôa de Mendonça
é jornalista

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