Uchôa de Mendonça: A súplica pela vacina

2 de junho de 2016
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Muito embora o avanço da ciência, ainda não é possível prever o tipo de virose, as infecções das vias respiratórias, principalmente, provocadas pelo vírus influenza A (H1N1) e outros que não resistem por muito tempo e desaparecem entes da estação fria (inverno) ir embora.

Há de notar, repete-se de ano a ano, o surgimento de um tipo de influenza, desta feita a virulência com que surgiu o A (H1N1), já se confirmando 15 casos no Espírito Santo, com duas mortes, deixando pais e idosos em estado de alerta, exatamente aqueles que a vacinação (inoculação) deve ser uma prioridade.

O que se torna um negócio enervante é a imprevisão das autoridades sanitárias. Ao primeiro sinal de um tipo de influenza, um negócio que vem pelo ar, de forma imprevisível, mas ordinariamente vem, deveria o governo estar vigilante para que os antídotos à enfermidade deveria estar entrando na linha de produção.

A corrida aos postos de saúde é a notícia principal dos meios de comunicação. Outro dia um pai aflito corria para Vila Velha onde diziam ter vacina em abundância. Chegando lá, com a filhinha no colo, foi avisado pelo porteiro que a vacina tinha acabado. Uma senhora informou que soube que no posto de saúde da prefeitura de Vitória, em Maruípe, estavam vacinando. Outra senhora segredou que vacina tinha, no posto de Vila Velha, mas os enfermeiros estavam em greve...

Julguei ter ouvido errado e insisti para saber efetivamente se a vacinação em Vila Velha fora suspensa por greve dos enfermeiros ou se exatamente estava faltando vacina! A pessoa confirmou que efetivamente vacina tinha, mas os enfermeiros estavam parados, ensaiando greve.

Tenho dificuldade em entender certa parcela de profissionais. O que tem a sociedade necessitada, uma criança que o pai implora para ser vacinada, com a incapacidade gerencial do prefeito? O momento nacional, a burrice administrativa, a incapacidade do diálogo, tudo atrapalha o entendimento entre pessoas.

Certo tipo de servidor, até autoridades, não entende que se constituem em servidores públicos (traduzindo numa linguagem mais acessível, são servidores do povo que paga seus salários?

Como entender que um servidor público, vendo o desespero de um pai, implorando que a filha seja vacinada contra um vírus que se alastra, finge que não está ouvindo?

Quanto mais o mundo avança, as autoridades que conduzem os negócios públicos ficam mais intoleráveis, mais burras, mais inconseqüentes.

Vacina para todos! Deveria ser sempre o lema das organizações públicas, em retribuição àqueles que pagam a conta e têm que suportar os mal bofes dos servidores que só pensa em greve.

Infeliz do país onde um necessitado, um pai desesperado, tem que implorar, puxar o saco, se humilhar, para conquistar uma dose de vacina.


Uchôa de Mendonça
é jornalista

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