Alencar Garcia de Freitas: As traições no jogo político

22 de julho de 2016

A política partidária geralmente é feita de traições entre políticos e políticos. E entre estes e os seus eleitores e parece que as vítimas não têm nenhum problema de consciência e nenhuma dor, desde que seja levado em conta o velho ditado “balas trocadas não doem”, ditado tão certo e atual no mundo da política.

Desses personagens todas as maiores vítimas são os eleitores, constantemente enganados, apesar das promessas e juras feitas no altar político. Em razão dessa triste constatação, o melhor é nunca assinar como testemunha de acordos dessa natureza para não correr o risco de cometimento de crime de perjuro.

Outro dia, ouvindo um empresário dizendo de sua intenção de ser candidato a vereador com a possibilidade de ocupar o espaço político de um atual vereador, pretenso candidato a prefeito, alertei-o para o risco deste desistir da candidatura e voltar a ser candidato a vereador novamente...

Nem sempre documentos firmados em cartório têm qualquer valor, quando quem o assinou não for daquele tempo que um fio de bigode tinha valor, ainda mais que nos dias atuais são raros os políticos que ainda usam bigode.

Não se pode esquecer que trair é só começar e em política é o que mais acontece.

O meu saudoso companheiro de rádio, Sebastião da Silva Rabello, conhecido como o poeta do sertão, sonhou a vida inteira ser vereador por Vitória, e tentou várias vezes chegar lá; sua esperança era uma enorme relação de eleitores que haviam prometido votar nele, mas na apuração os votos nunca apareciam na urna, e eu sempre dizendo a ele: 

- “Para de acreditar nessas promessas, Bastião!”




Alencar Garcia de Freitas
é jornalista

COMENTAR

Anônimo

Caro Alencar; Discordo de você quando fala em traição na política partidária pois, não há traição com o que não existe. Enquanto os Partidos forem comandados por um "seleto" grupo de oportunistas políticos, não serão Partidos e sim facções. E como está gravado nas pedras do Alemão, traição entre facções é apenas a opção pelo mais forte. Se o LP tivesse se preocupado com o Partido, trabalhando para fortalecer a sua militância e para a participação ativa de seus filiados, pode bem crer que hoje estaríamos nas ruas impedindo a sua desistência. Como se trata de apenas uma briga entre "facções" , eles que se resolvam e se explodam todos.........
Um grande abraço. Hilário Brandão

COPYRIGHT© 2007-2014 Don Oleari Ponto Com - Todos os direitos reservados - aldeia verbal produções e jornalismo - CNPJ: 15.265.070/0001-49