Uchôa de Mendon: a reforma trabalhista

28 de julho de 2016
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Costumo sempre repetir: não sou um apreciador do povo americano, mas não posso deixar de reconhecer que ele é tremendamente prático em tudo aquilo que faz.

Não existe força capaz de demolir a burocracia, a maldita máquina infernal montada para tornar o empreendedor submisso de uma corja de desocupados que, por não terem nada a perder, vivem maquinando meio e modos burocráticos para atormentar a vida de quem produz.

Agora mesmo o presidente Temer anunciou que vai propor a flexibilização da jornada de trabalho.

O paraíso da burocracia


O Brasil é um país diferente de todos os existentes no mundo. O Brasil é o único a ter carteira profissional, Justiça do Trabalho, Justiça Desportiva, Justiça Militar, Justiça Marítima, Tribunal de Contas, Justiça Eleitoral, cartórios dos mais diversos matizes e a proliferação de carimbos em mãos de pessoas desqualificadas para o trabalho e que goza de privilégios surpreendentes.

Pois nos Estados Unidos, para começar, e em diversos países europeus o sistema de remuneração do trabalhador é por hora e o patrão pode contratar o empregado para t urnos diferentes e horas também. Todos contratados ganham por horas trabalhadas e não por dia, como no Brasil.

Não existe negócio mais estúpido do que a Justiça do Trabalho. A balança dela (se é que tem balança!), tende para um lado, do empregado. O patrão nunca tem razão, porque acha-se um meio, um modo de se propor um acordo, para o empregado não sair mal satisfeito. O patrão que se dane...

A questão brasile ira é a dificuldade de se fazer justiça, ter-se um equilíbrio para se fazer justiça. Tem patrão ruim? Tem e muito! Tem empregados ruins? Tem em grande quantidade também. Este é o grave problema brasileiro porque estabeleceu-se um critério de que a Justiça do Trabalho foi criada com objetivo de proteger o empregado. é justo?


Um contrato de trabalho nos Estados Unidos, por exemplo, é feito numa folha de papel ofício. Uma cópia para o patrão e outra para o empregado, onde está estipulado a fórmula de pagamento por hora e quantas horas por dia. 

Quem escolhe quantas horas por dia o empregado deve trabalhar para ele é o patrão, que é quem vai pagar a conta. Nas fábricas possuem inspetores de turmas de trabalhadores. Ninguém tem direito de parar no seu turno para fumar um cigarro, porque vai se descontado nos minutos. Aqui no Brasil tem “indústria” de atestado médico, de ludibrio ao INSS, a médicos encarregados de exames para licenciamento e toda sorte de pouca vergonha.

É preciso que tudo tenha um limite de seriedade. Vejam o que está acontecendo com o processo Lava- Jato, sob a condução do Juiz Federal Sérgio Moro. Estão querendo atrapalhar o andamento do processo. Pode?

Uchôa de Mendonça


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