Alencar Garcia de Freitas: Agosto é mesmo o mês do desgosto?

26 de agosto de 2016

Diz-se por aí que agosto é o mês do desgosto. Talvez no Brasil, sim, porque coincidência ou não, tem acontecido aqui, nos últimos 60 anos, fatos políticos muito sérios que corroboram com essa suspeita. 

Suicídio e renúncia de presidente e pretenso impedimento de presidente como o da presidente afastada Dilma Rousseff, cujo desfecho político está previsto para até 31 de agosto de 2016, e assim se verá confirmado, se ela for realmente afastada, o vaticínio do desgosto...

Se acontecer o impedimento da presidente Dilma Rousseff, agosto não será mês de desgosto só para ela e para o PT e sim também para os milhões de brasileiros que votaram nela duas vezes para presidente da República.

Como o julgamento é político e o que está no comando do país é Michel Temer e tem em suas mãos todas as condições necessárias para fazer as respectivas barganhas, tudo faz crer, pelo andar da carruagem, que no último dia de agosto Dilma Rousseff será enxotada e o interino passará a ser efetivo: desgosto para o petismo, seus aliados e para os eleitores dela.

Outros fatos que têm ocorrido em agosto também podem denotar ainda mais a maldição que esse mês tem carregado consigo por mais de meio século no Brasil.

Só que com essa ideia de que agosto é o mês do desgosto, até parece que fora dos fatos políticos que têm comprometido tal mês, os demais acontecimentos sejam bonzinhos: não adoece e nem morre ninguém, ninguém perde emprego, casais não descasam, políticos não corrompem e nem se deixam corromper, não acontecem assaltos e nem acidentes...

Muitas vezes o mês de agosto só é desgosto por culpa das próprias pessoas que vivem neste mundo.




Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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