Alencar Garcia de Freitas: Cone Sul e histórico de agressões às mulheres

16 de agosto de 2016


Nem mesmo as campanhas e esforços da Organização das Nações Unidas (ONU), combatendo os históricos de agressões às mulheres e seus direitos de cidadania plena em países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) as estatísticas ainda estão por demais negativas, fazendo com que a pretensa promoção da igualdade do gênero seja uma proposta um tanto utópica. 

No caso específico do Brasil, apesar deste não ser tão integrado ao bloco, a coisa é bem mais séria, haja vista que nem mesmo a Lei Maria da Penha (11.340/06), que acaba de completar 10 anos, está contribuindo, como se esperava, para mudar esse quatro para melhor.

No campo da ciência política, por exemplo, com a eleição de Dilma Rousseff para presidente da República, coisa que nunca acontecera antes, era de se esperar que a igualdade de gênero viesse a se tornar realidade; pelo contrário, com o seu provável impedimento (não acredito que se ocorrer seja em decorrência do tal machismo da política brasileira!), fica mais distante dos direitos das mulheres.

A meu ver a política brasileira ainda está muito atrasada quando o assunto é a implantação e a promoção da política da igualdade de gênero; basta lembrar que num país como o nosso, apesar de suas quase três dezenas de unidades federativas, nenhuma delas é governada por mulher, apesar do enorme percentual de mulheres na população brasileira e além do fato delas ocuparem altas posições em governanças empresariais e em diversos cargos públicos, demonstrando elevada competência profissional onde têm atuado.

Quando o assunto é o exercício do cargo de presidente da República nos países do Cone Sul, atualmente, nenhum deles tem comando de mulher.

Não quero acreditar, como escrevi linhas acima, que seja o danado do machismo dos eleitores desses países que esteja servindo de entrave; acredito, sim, que falta-lhes maior consciência política para dar maior valor às mulheres. 

Quem estiver lendo este texto poderá dizer que é protecionismo da minha parte com elas. Não; é uma questão de justiça com elas!



Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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