Alencar Garcia de Freitas: Fazer política partidária séria não é fácil

1 de agosto de 2016

Política partidária como muitos políticos fazem por aí é uma vergonha! 

Pena que esse tipo de ciência venha sendo desvirtuado de uma eleição para outra, talvez por falta de Código de Ética específico, que, existindo e levado ao pé da letra, poderia contribuir muito mais para melhorar a política partidária brasileira. 

Ouvi uma vez, na década de 1990, quando assessor político de um cidadão de bem que disputava uma vaga para deputado federal, que não existe político honesto, ético. Isso dito por um eleitor experiente e conhecedor dos arranjos que se faziam naquele tempo (imagine nos dias de hoje?), para eleger alguém; o que me causou uma espécie de desapontamento e preocupação, embora conhecendo de perto a pessoa que eu assessorava.

Passados vinte e seis anos de campanhas políticas que acompanhei de perto em face da minha condição de coordenador político, diante de tanta denúncia comprovada de corrupção, fica cada vez mais às claras que muita gente entra na política sem nenhum sentimento de seriedade, entra muito mais para servir-se do que para servir ao interesse público.

Fiquei durante um bom tempo sem escrever sobre a ética na política (ou sobre a falta de ética). Pior: muitos candidatos prometem, se eleitos, um combate impiedoso contra a corrupção, mas quando chegam lá, praticam tudo o que de errado prometiam combater.

Acredito que a prática política brasileira só mudará a cara se a nova geração quiser e lutar bravamente nesse sentido, porque a que está aí pelo visto não tem mais jeito; é causa perdida. 


Eu acredito que a nova geração, esta que está tomando as ruas, é que vai construir um Brasil mais decente para ela e para a que vier depois.

Tomara que nem tudo esteja perdido!


Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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