Uchôa de Mendonça: Faz pena o Brasil

17 de agosto de 2016

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Tenho orgulho em ser brasileiro. Tenho constrangimento de viver sob o comando de governantes imbecís, que contribuem para que tenhamos vergonha de suas atitudes.

Para dar início à minha arenga contra políticos malditos, preciso dizer que o Brasil tem pouco mais de 200 milhões de habitantes, sendo que mais ou menos 20% do total dessa população são compostas de pessoas que, pela sua formação, escolaridade, origem, descendência, poder econômico, promovem o desenvolvimento nacional, investindo, ensinando, construindo para o futuro.

Em termos, no universo internacional, compomos o quadro das 10 maiores economias mundiais, com um problema a considerar: nossa grandeza peca por sermos, dentre as dez maiores economias mundiais, a que poderia ser uma das primeiras, se vendesse seus produtos no mercado internacional devidamente industrializados.

Tudo o que exportamos é vendido como matéria prima in natura, indo ser beneficiada no exterior, onde os estrangeiros empregam sua mão de obra especializada,

A precariedade do nosso desenvolvimento social e econômico se prende na nossa pobreza de conhecimento básicos. Compomos uma sociedade onde cerca de 72% das chamadas pessoas válidas (que poderiam ser muito mais válidas) são analfabetos funcionais, não distinguem o que estão lendo, o fazem apenas no sentido mecânico da leitura, como uma espécie de papagaio.

Terça-feira, dia 2 de agosto, estive em Belo Horizonte/MG, cidade que tem um povo maravilhoso, com uma surpreendente coragem e força de trabalho.

Quando saímos do almoço, ao alcançarmos a calçada, a região central da capital mineira parecia uma praça de guerra. Centenas de soldados da força pública estavam espalhados com seus carros, motocicletas, metralhadoras, uma verdadeira praça de guerra.

Passei então a indagar o que estava acontecendo na cidade. Era mais uma ação da operação Lava-Jato? Sequestraram a mãe ou mulher do governador? Minas Gerais tinha declarado guerra a Brasília? Afinal, o que estava acontecendo?

Um jovem segredou que a cidade estava esperando três delegações estrangeiras de vôlei que iriam treinar na capital, para os jogos olímpicos que seriam realizados no Rio de Janeiro.

Como se gasta caminhões e mais caminhões carregados de dinheiro numa olimpíada sem qualquer objetividade numa nação pobre, de administradores públicos que não sabiam organizar a funcionalidade de hospitais, deixando populações em extrema agonia hospitalar?

Como somos ingênuos, burros, despreparados e inúteis, sem coragem de nos rebelarmos contra tais abusos.

É de dar pena, o Brasil...




Uchôa de Mendonça
é jornalista

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