Alencar Garcia de Freitas: “Lata d’água na cabeça, lá vem Maria, lá vem Maria!”

29 de setembro de 2016
Veja o vídeo com o clássico do carnaval de 1952, cantado pela célebre Marlene, do elenco da Rádio Nacional do Rio de Janeiro.





Neste tempo de seca e racionamento de água, vem à memória aquele samba do longínquo passado, cantado por vários famosos, cuja letra é um apelo interessante à população para dar a esse precioso líquido o valor dado pelas Maria’s de antigamente e ainda hoje tão valorizado por Dona Madalena Cardoso, lá de Conceição da Barra, que foi matéria de capa de A Gazeta do último sábado, 17 de agosto. 

O título desse samba bem que poderia ser: “Foice na mão, lá vem Dona Madalena, lá vem Dona Madalena”, como um brado de alerta contra a seca que castiga grande parte do território capixaba, chamando a atenção dos predadores irresponsáveis que, na fome dos lucros, esqueceram que os estragos que faziam lá atrás repercutiriam tremendamente na atualidade.

Os que residem em Vitória, cujo município não tem rios, vivendo única e exclusivamente das águas que vêm dos rios vizinhos, mais do que moradores de outros municípios da Região Metropolitana, têm o dever de economizar água muito mais, para evitar que sobrecarreguem aqueles que nos matam a sede e em razão disso pode acontecer de nem os daqui e nem os de lá tenham água suficiente para as suas necessidades diárias.

Confesso que antes da escassez de água destes últimos tempos eu era um perdulário, ficando, às vezes, mais do que o tempo recomendável debaixo do chuveiro na hora do banho. Ultimamente estou sendo muito mais cuidadoso, abrindo e fechando as torneiras, seja no chuveiro, no lavatório, na descarga do vazo sanitário e na pia da cozinha, fazendo tudo para evitar, ao máximo, o desperdício, visando o meu bem e o bem dos outros cidadãos. Minha intenção tem sido agir assim não só agora como em todas as épocas do ano, para o bem da população em geral.

É preciso se ter em mente que os cidadãos em geral têm que ser parcimoniosos ao máximo para evitar o desperdício e ao mesmo tempo exercer o papel de fiscal voluntário, ficando atento ao esbanjamento e até, se necessário, partindo para a denúncia contra os que estejam desrespeitando a prática do racionamento tão necessário na atual conjuntura.





Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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