Uchôa de Mendonça: Água, ar e Sol

13 de outubro de 2016

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Não importa que o tempo momentaneamente fique feio, com nuvens ameaçadoras de tempestades e, logo depois, o Sol apareca e surja o vento para provocar mais seca. Só teremos regularidade de chuvas capazes de encher mananciais a partir de 2018, quando as chamadas erupções solares terão um arrefecimento e ocorra uma normalidade na temperatura da Terra.

O que impressiona é a falta de preocupação por parte das autoridades públicas para, aproveitando o período de seca e nervante, tratar da construção das barreiras hídricas nos rios e lagos, para os chamados períodos da cheia. Que adianta reclamar do estado lastimável dos nossos rios se não aproveitamos a oportunidade para retirar as grandes quantidades de argila que entopem seus leitos?

Alastram-se providências para punir quem gasta água molhando
plantas, lavando carros, calçadas, etc... e até mandam guardar água das chuvas. Quando chover?

Existem exemplos de vários países que regularizam as águas de suas nascentes, construindo eclusas nos rios, transformando-os em navegáveis, criadores de peixe e responsável pelo abastecimento do país. Aqui, sempre nos gabamos das nossas impressionantes reservas hídricas, do fantástico Aquífero Guarani, mas não temos uma medida séria, além das ameaças de punição para os gastadores, como se todos tivessem de suspender suas necessidades básicas, como tomar banho e dar descargas, para economizar água!

Estamos diante de um quadro sério, que vai levar muitos anos para se reverter, porque não vamos ter chuvas torrenciais de uma vez só para encher os mananciais que estão vazios, torrados...

É a velha história do urubu que, diante das chuvas incessantes se encorujava, prometendo fazer uma casa para se esconder. Terminado o período de chuvas, com a presença do Sol, abria as asas para secar e exclamava: ”Pra que c onstruir casa!”

As águas que correm em direção ao mar, se perdem. Se promoverem sua retenção e se processar um consumo racional, vão sobrar para todo mundo e o país será outro. O negócio é que os administradores, depois que assumem o poder se transformam em sábios, só eles que sabem o que devem fazer e, invariavelmente, não sabem nada.

Se não tivermos uma política de águas séria, responsável, racional, vamos padecer muito em termos de desen volvimento econômico e social. Nada se faz faltando água, ar e Sol.

É uma mínima questão de inteligência.

Uchôa de Mendonça
é jornalista

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