Uchôa de Mendonça: o curso das águas

10 de outubro de 2016

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Existe um problema climático muito sério, no mundo, que está trazendo uma grande turbulência na natureza, com a chamada irregularidade pluviométrica (muita chuva ou seca intermitente) em vastas regiões que, algumas sofrem com grandes inundações e, outras, com a escassez de chuvas é um dos problemas mais desagradáveis, a falta de água potável, como está acontecendo em várias regiões brasileiras, notadamente no Estado do Espírito Santo, que convive secularmente atingido por uma cauda do que chamamos de polígono das secas que atinge o Nordeste e c hega ao nosso Estado, em virtude de uma chamada barreira invisível que nos mantém durante 90% do período do ano sob os efeitos dos ventos oriundos do Nordeste, Impedindo as chuvas e provocando o ressecamento da terra.

Mesmo diante desse tremendo quadro nordestino de secas perenes que nos atinge no Espírito Santo, em momento algum da nossa história das administrações publicas ninguém se preocupou, governante algum, com a regularização dos rios, a formação de comportas de retenção das águas, com objetivo de se atenuar os longos períodos de escassez, com a sangria das águas que correm para o mar.

Nos períodos normais de chuvas, apenas o rio Santa Maria, que se mistura ao mar na baia de Vitória, despeja ali cinco metros cúbicos de água doce por segundo. é uma fábula, mas hoje está totalmente seco, pela força da incapacidade administrativa que nunca fez nada, abaixo (a jusante e a montante) das usinas hidrelétricas existentes para acumular água, para benefício da população. O que é mais fácil? Aumentar arrecadação de impostos, aumentando as alíquotas ou tratando do bem estar da população.

Naturalmente que aumentando impostos, principalmente sobre a água que nos é vendida, quando em todo mundo água e esgoto são componentes do chamado saneamento básico, o sistema de saúde pública.

Mais por burrice e má fé, os governos fazem uma propaganda danada para os consumidores evitarem o desperdício da água, mas ele, o governo, nada faz para reter mais líquido nos mananciais, através da racionalidade da acumulação, para propiciar o bem comum.

Se não temos competência para administrar a coisa mais barata que tem, que é a construção de barragens para acúmulo de água nos mananciais naturais e impedir que se promova a destruição das nascentes através de mecanismos simples de proteção, de uma política ambiental séria, vamos ter que conviver por muitos e muitos anos com as gerações de administradores incompetentes que só sabem dar emprego e cobrar impostos. 

Não sei ainda como não criaram especificamente um impostos sobre o ar que respiramos, mas como deixam que lancem sobre nossas narinas tanto pós de minério, tantos gases maléficos...



Uchôa de Mendonça
é jornalista

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