Alencar Garcia de Freitas: Não confundir manifestações civilizadas com badernas

4 de novembro de 2016

Neste mês de outubro, que a mídia e as redes sociais tratam, em boa hora, como Outubro rosa, em apoio à campanha de combate ao câncer de mama, lamentavelmente, esteve mais para Outubro negro, tal o número de manifestações de protesto contra uma porção de coisas ao mesmo tempo, manifestações que, de civilizadas, não têm nada e sim tudo ou quase tudo de badernas, com invasão de escolas, estabelecimentos comerciais, ônibus e por cima depredação a torto e a direito, com sérias consequências à vida dos cidadãos.

Sou a favor de manifestações civilizadas pela conquista de tudo o que seja legítimo, mas não a favor de badernas como muitas que vêm acontecendo nos últimos dias, transtornando o vai e vem da cidade e impedindo os cidadãos de desfrutar o seu direito constitucional de ir e vir.

A gente está careca de saber que toda violência gera violência. Com certeza se as manifestações não são civilizadas, quando transformadas em badernas, passam a ser combustível, como tem acontecido em diversas capitais brasileiras, de Norte a Sul do país.

É bem verdade que pode acontecer de manifestações civilizadas se transformarem em badernas e morte, se os organismos policiais e de segurança usarem de truculência contra movimentos pacíficos e ordeiros; aí não tem quem “aguente”, virando um verdadeiro quebra pau.

Os que defendem a presença e intervenção da polícia em manifestações de rua quando essas não são civilizadas, defendem, contudo, que todo esforço e diálogo são indispensáveis e devem ser postos em prática entre autoridades públicas e lideranças dos movimentos de rua, a fim evitar confrontos que podem resultar em violência e morte. 

Não se pode deixar de reconhecer que quando os ânimos estão exaltados, de parte a parte, não é fácil chegar a um consenso satisfatório; mesmo assim, tudo deve ser feito em busca da paz e da concórdia.


Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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