Alencar Garcia de Freitas: Quinze de novembro: o que é mesmo?

18 de novembro de 2016

Foi-se o tempo em que algumas datas históricas eram conhecidas da estudantada e celebradas com maior espírito cívico, ficando como maior exceção o 7 de Setembro, Dia da Independência.

De resto, algumas passam batidas, como o 15 de Novembro, Proclamação da República e 21 de Novembro, Dia da Bandeira. O 7 de Setembro fica no imaginário da criançada e da população em geral, graças à presença e participação das Forças Armadas e o rufar dos tambores nas avenidas e ruas do país. 

O 15 de Novembro, no entanto, passa quase no anonimato, não fora o feriado nacional, com milhões curtindo a data, mas se alguém lhes perguntar o que a data representa não sabem informar e talvez até tenham raiva dos que sabem.

Teriam, quem sabe, de desenterrar os restos mortais do Marechal Deodoro da Fonseca que, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros, e proclamou, em 15 de novembro de 1889, a República Brasileira e instalou um governo provisório, por ele chefiado, despachando, literalmente, três dias depois, Dom Pedro II e sua família para a Europa, encerrando, portanto, o domínio monárquico de 67 anos no Brasil.

O 15 de Novembro representa, assim, o dia em que o Brasil foi proclamado como república democrática.

Escrever sobre o 7 de Setembro é perfeitamente dispensável, sobretudo para os vitorienses, porque estes conseguem guardar e comemorar muito bem essa data, uma vez que o dia seguinte, 8 de setembro, é o dia de Nossa Senhora da Vitória, ou seja, o dia que marca o surgimento de Vitória, chamada a Cidade Presépio, significando que aqui não tem como esquecer essas duas datas, até porque elas ensejam o desfrute de um feriado prolongado, que se convencionou chamar de feriadão...

Outra data que, por vezes, passa batida é o 21 de Novembro, Dia da Bandeira, data que deveria ser melhor comemorada, como no meu tempo de criança, pelo menos com a estudantada reunida no pátio da escola, mais professores e funcionários, cantando o Hino Nacional e hasteando a bandeira brasileira; a ausência desse ato cívico tem contribuído e muito para que o nosso pavilhão não seja reverenciado com maior dignidade; basta lembrar que muitas vezes ele sequer é hasteado corretamente. 


Outro dia, participando de um ato solene em um órgão público, lá estava a bandeira do Brasil, colocada na extremidade; ladeava a bandeira do Estado e da repartição, quando o certo seria ocupar o centro.

Precisamos aprender a reverenciar melhor os símbolos da nossa pátria.

Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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