Depois do palanque a realidade dos recursos orçamentários

7 de novembro de 2016



A partir de primeiro de janeiro, os eleitos – prefeitos e vereadores – vão ver e sentir na carne a diferença de sair do palanque e sentar o traseiro nas cadeiras de decisões, recordando as promessas de campanha e defrontando-se com a realidade orçamentária, cujos reais nem sempre vão lhes permitir tornar realidade os mundos e fundos prometidos, e em razão disso os sorrisos francos de antes vão se apagar e terão, quem sabe, de fugir dos eleitores como o Diabo foge da cruz!

Na visão e comentário dos executivos – prefeitos e governadores – não se vê nenhum deles que tem dinheiro em caixa sobrando; muito pelo contrário; o que mais declaram a todo o momento é que a arrecadação está em queda livre, tem que enxugar a máquina, cortar gastos e canalizar os recursos para as políticas públicas essenciais nas áreas de educação, saúde, segurança e mobilidade urbana, entre outras. E agora, vereadores e prefeitos, o que fazer?

A essa altura muitos derrotados nas eleições deste ano devem estar “gozando” com a desgraça dos eleitos!

Para muitos dos eleitos o sorriso largo de antes das eleições agora viraram choro e lamentação, talvez dizendo com seus botões: pô, estávamos numa boa, pra que fomos nos meter nessa encrenca!?

Quando o cidadão se lança numa aventura eleitoral, candidatando-se a qualquer cargo público por meio do voto popular, deveria fazer uma avaliação dos prós e contras que terá de enfrentar, se eleito?

É bem verdade que se o concorrente a vereador, prefeito, governador ou qualquer outro cargo dessa natureza começar a pensar nas “paradas” que terá de enfrentar lá na frente, dificilmente vai embarcar numa empreitada dessa...

Diz-se que se conselho fosse alguma coisa boa ninguém dava, vendia; mesmo assim, se pudesse dar algum conselho, o meu seria no sentido do candidato ter o pé no chão e não prometer o que não tem certeza de que poderá cumprir.


Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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