Uchôa de Mendonça: Decadência educacional

7 de novembro de 2016


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A evasão de perto de quatro mil alunos de cursos superiores no Estado é um negócio preocupante. Certamente que a maioria abandonou os estudos por dificuldades econômicas mas, em termos de nação que precisa do surgimento de novas lideranças, de novos empresários ou novos profissionais nas mais diversas áreas das necessidades do desenvolvimento humano, preocupa realmente.

Sabemos que nossas escolas não são boas, não possuem atrativos, são mal e porcamente dirigidas e os professores são terrivelmente desmotivados pela baixa remuneração. Não tem quem raciocine direito, tenha tranqüilidade passando necessidades, porque o dinheiro é curto, tem que se virar em outras atividades para não passar fome.


A base do desenvolvimento econômico e social de uma sociedade se faz através da educação, nada mais. Na verdade a educação, o saber é aquela pedra de toque que nos transforma numa sociedade rica. Ninguém pode ter inteligência, capacidade de raciocínio lógico passando dificuldades, enfrentando sucessivos problemas.

Sinceramente, não sei avaliar (não entra na minha cabeça tal idéia) o que se passa na cabeça dos pais vendo os filhos abandonando os estudos. Deve ser um tremendo desencanto. Não me lembro de pronto quantos jovens ajudei a estudar e até se formar. Tem uns que me pedem emprego e, como recompensa faço-os prometer que vão estudar e, ajudo no pagamento das mensalidades, até se formarem.


Com filhos e netos formados, todos buscando suas independências econômica, me sinto realizado e exultante pela contribuição que busco emprestar. Meu pai, lá no meu São Mateus, lá pelo ano de 1935, tinha uma escola gratuita (gratuita mesmo) para ensinar a rapaziada que vinha para o Rio de Janeiro fazer medicina, engenharia, contabilidade, direito, sempre achando que não estava perdendo tempo, participava com o desenvolvimento da juventude e do país.

Cada escola que fecha pela inadimplência dos alunos, que não podem pagar as mensalidades ou mesmo a escola pública de tão ruim não se agüenta de pé, tudo isso faz parte de um país sem comando, sem governo, sem direção, sem um mínimo de esforço com as necessidades do desenvolvimento nacional.

As ruas estão cheias de jovens desocupados, sem trabalho, procurando emprego, uma oportunidade para poder custear seus estudos, mas a economia nacional está debilitada, realmente podre, pela desorganização praticada pela classe política, com repartições sob o comando de verdadeiros ladrões. Felizmente, nem todos...






Uchôa de Mendonça
é jornalista

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