Raquel Lessa propõe presença de "doulas" durante parto nos hospitais públicos e privados

13 de dezembro de 2016


Ao longo dos anos, estudos comprovam que o acompanhamento da parturiente pela doula só traz benefícios para a futura mamãe.



A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto. As doulas estão em conformidade com a qualificação da Classificação Brasileira das ocupações (CBO), código 3221-35.

A presença dessas mulheres “doulas” traz diversos benefícios tanto maternos, quanto fetais, dentre eles, a diminuição da duração do trabalho de parto, do uso de medicações para alívio da dor e do número de cesáreas.

Também se observa que o acompanhamento da doula reduz o número de depressão pós-parto, além de facilitar a amamentação. Outra vantagem é que a doula passa a ser um agente inibidor da violência obstétrica e propagador de práticas humanizadoras da assistência ao parto.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) reconhecem e incentivam a presença da doula durante o trabalho de parto.

A deputada Raquel Lessa (foto) pensando nas gestantes e em como o parto pode ser mais humanizado, através do projeto de lei 213/2016, propõe a presença de doulas durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, visando prestar suporte contínuo à gestante no ciclo gravídico puerperal, favorecendo o bem–estar da gestante.

A deputada afirma que o objetivo da Lei é permitir a presença de doulas durante os procedimentos, ou seja, aprovada a lei, os hospitais (públicos e privados) passarão a permitir a presença das doulas. A proposição não tem como obrigar a presença, mas, apenas, obrigar os hospitais à permissão da presença, visto que somente trará vantagens e benefícios para a parturiente e para o bebê.

A presença de doulas não deve ser confundida com a presença de acompanhantes, instituida pela lei Federal 11.108, de 7 de abril de 2005. O projeto não propõe despesa para o erário público, tampouco para as maternidades e hospitais públicos ou privados, mas apenas criar o direito da presença das doulas durante o trabalho de parto.

Com Izabel Mendonça

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Lourami de Paula

Oi Raquel, a Paz do Senhor!Há quanto tempo, hein?Quem diria que iríamos nos encontrar aqui, né? Olha amei a sua idéia de "doulas", se existisse na minha época, não teria sofrido tanto e ficado traumatizada com parto. Fiz minha cesárea sem anestesia, pois tinha acabado e o médico disse que não dava tempo de comprar, as enfermeiras da época nem pra me ajudar, quase morri, chegaram a chamar o Wanderlei, foi terrível, só porque eu era marinheira de 1ª viagem.Tomara Deus que seu projeto dê muito certo porque vai aliviar o sofrimento de muitas parturientes, para não passarem o que eu passei.Eu te apóio em gênero, número e grau, sei o ser humano que você é e que apareçam mais iguais a você, pois nesse país é tudo o que precisamos.Parabéns pela iniciativa! Continue sendo essa pessoa linda por fora e por dentro e, que, Deus te abençoe muito juntamente com sua família, lembranças ao Paulo. Parabenizo também, a jornalista Izabel Mendonça pela matéria muito bem feita.Um abraço a todos e UM FELIZ NATAL! Lourami de Paula Schulz -Baixo Guandu-ES

Lourami de Paula
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Izabel Mendonça

Ei Lourami de Paula, como vai?
Obrigada pelo seu depoimento. Fiquei muito alegre. Essa materia realmente é muito interessante, pois as doulas têm um papel muito importante antes e durante o parto. enquanto o médico está com toda a sua atenção voltada para os procedimentos técnicos, a doula entra nesta lacuna para ajudar o bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz.

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