Uchôa de Mendonça: Os cinco generais presidentes

24 de março de 2017
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Se aparecer alguém na sua frente se dizendo conhecedor da situação político-administrativa que o país enfrenta e avalia o que pode acontecer até o fim do ano em curso, pode ter certeza de uma coisa, ele está mentindo, sofismando. Em termos políticos, sociais e econômicos, ninguém tem condições de fazer qualquer afirmativa. O Brasil é uma bruta interrogação, uma incógnita.

É espantoso o envolvimento da classe política brasileira em acontecimentos eminentemente policiais. Ninguém está a salvo.

Recentemente, o jornalista Paulo Chagas, num dos seus textos, aliás bem apropriados, teceu comentários sobre os cinco presidentes da República que o Brasil teve no período de intervenção militar, sem que os professores de história nunca tenham falado a respeito. Chagas faz uma análise dos cinco presidentes, com a propriedade que lhe é peculiar.

Eis o texto de Paulo Chagas:

“ 1- Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

2- Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

3- Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

4- Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.

5- João Figueiredo, depois de deixar o poder, não agüentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado de lamentável conservação.
OBS: foi operado no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.

NENHUM DELES mandou fazer um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de auto-exaltação e culto à própria personalidade!

NENHUM DELES usou dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria mãe.

NENHUM DELES usou o hospital Sírio e Libanês.

NENHUM DELES comprou avião de luxo no exterior.

NENHUM DELES enviou nosso dinheiro para “ajudar” outro país.

NENHUM DELES saiu de Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões lotados de toda espécie de móveis e objetos roubados.

NENHUM DELES exaltou a ignorância.

NENHUM DELES falava errado.

NENHUM DELES apareceu embriagado em público.

NENHUM DELES se mijou em público.

NENHUM DELES passou a apoiar notórios desonestos depois de tê-los chamado de ladrões.

Autor: Jornalista Paulo Chagas




Uchôa de Mendonça
é jornalista

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