Uchôa de Mendonça - Quem paga a conta I

16 de março de 2017
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Nada acontece por acaso. Talvez que essa tragédia econômica, social, política e de segurança nacional, provocada não só pela greve da Polícia Militar do Espírito Santo, insuflada por algumas mulheres, com certos tipos de marmanjos por trás, que impediam a entrada e saída dos militares dos quartéis e batalhões espalhados pelo território capixaba, venha servir de uma boa lição e num benefício para a sociedade brasileira como um todo, com a criação da Polícia Nacional (um tipo FBI americano) sob um só comando, sem o militarismo transbordante e abundante.

A impetuosidade do governador Paulo Hartung, licenciado para uma cirurgia em São Paulo, surpreendeu a todos, inclusive ao vice-governador, César Colnago, que, substituindo o comandante da PM, lutava para restabelecer a ordem, quando surgiu Paulo Hartung em cadeia nacional para repelir o que chamou de “chantagem”, o que dizia o secretário de Segurança, André Garcia, que, em pronunciamentos e apoiado pelo novo comandante da PM, repelia a “chantagem”, termo usado pelo governador, com sua autoridade de comandante em chefe da PM.


O caldeirão ainda está fervendo e o governador comanda a “limpeza da PM”, como prometeu, a despeito de outros (como é que pode?) que pregam a anistia dos insurretos (o termo não é bem esse, para caracterizar insubordinação), um perigo em termos militares, digno de cadeia e expulsão.

Ao meio desse tumulto que ganhou reportagens em páginas e noticiário nas televisões mais importantes do mundo, que para aqui mandou seus repórteres, como a TV Aljazira, do Oriente Médio que, naturalmente, veio ver de perto como funciona o seqüestro de sociedade eminentemente democrática no mundo por mulheres desarmadas apoiando seus maridos.

Na verdade, queria que o governo agora me explicasse. Centenas de empresários do comércio tiveram seus estabelecimentos pilhados, depredados, arrombados, pilhados de forma vergonhosa, a luz do dia. Muitos estão totalmente falidos, arrasados, destruídos, sem recursos até para recorrer à Justiça. 

Quem vai soerguer essas quatrocentas e muitas lojas arrasadas? Recorrer a quem? À Justiça? Em que tempo útil?

Essa gente, com seus sonhos empresariais destruídos, muitos tendo que voltar à estaca zero, muitos desistindo de ser comerciantes, num ímpeto de sensatez (como ser empresário num estado onde sua maior tragédia é sua Segurança Pú blica?).

Acho que o caminho – talvez o único - é o empresário mutilado pela ação dos vândalos juntar suas provas, os jornais que registraram os fatos, os boletins de ocorrência policial e bater às portas da Justiça. Alguém tem que pagar esta conta. A sociedade contribui com impostos para ter segurança. Quem sustenta o Estado é a receita de ICMS, com 84%.

Quem vale mais? O Estado ou o indivíduo? Que vale o Estado sem o indivíduo?

Uchôa de Mendonça é jornalista

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