Uchôa de Mendonça: A verdade (afinal)

28 de março de 2017
NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.


O Brasil é um país de inconsequentes. Quando descoberto pelos portugueses, por ser “uma imensa ilha distante”, o nosso país passou a receber levas e mais levas de chamados “degredados”, aqueles criminosos que eram obrigados a virem para cá para povoar o novo território. Outros, que vieram, o foram pelas informações das índias totalmente nuas...

Com o crescimento da população e o “bando” de amigos do rei que precisavam de ganhar dinheiro para sobreviver, foram distribuídos cartórios, que se constituíam na existência de carimbos que, cada carimbada, tinha um preço.

Com o desenvolvimento dos povos, a revolução dos Cravos, que tirou Portugal das mãos dos salazaristas (“descendentes” do ditador Salazar, que ali imperou por décadas, fizeram uma revolução na legislação do judiciário português e, aquele cartório, com aqueles carimbos mancomunados com a justiça para pilhar o contribuinte incauto, foi extinto em Portugal, mas no Brasil, o último reduto da burocracia do mundo, o exercício de se carimbar as coisas, esfolar o contribuinte, ainda existe, graças à nossa incapacidade de reagir.Eta Justiça...

Dentro do ideário português de criar sinecuras, o brasileiro fez um aprendizado de mestre. O Brasil é o único país do mundo que tem Justiça do Trabalho, carteira do trabalho, Justiça Eleitoral, atestado os mais diversos, 69 obrigações fiscais e parafiscais, uma verdadeira tragédia.

Está na cara, há muitos e muitos anos, quando a Justiça do Trabalho de hoje era Junta de Conciliação e Julgamento”, mas foi a desgraça do brasileiro de criar sinecuras que estabeleceram a Justiça do Trabalho, merecendo excelente comentário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, um primor.

“Justiça do Trabalho não deveria existir”

Foi o que declarou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para quem são “tímidas” as mudanças propostas para a lei trabalhista

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), declarou que o projeto que permite a terceirização do trabalho em qualquer atividade será votado hoje. “Vamos votar amanhã (hoje). A proposta do governo de reforma trabalhista é tímida, acho que há temas que precisamos avançar”.

Apresentado pela primeira vez há 19 anos, o projeto anistia débitos e penalidades aplicadas a empresas que praticam terceirização.

O presidente da Câmara disse ainda que juízes do trabalho tomaram decisões “irresponsáveis” que quebraram bares, restaurantes e hotéis no Rio de Janeiro, e que a Justiça do Trabalho “não deveria nem existir”.

“O excesso de regras no mercado de trabalho gerou 14 milhões de desempregados”, afirmou.

Maia disse também que o Congresso teve de aprovar a regulamentação da gorjeta. “Tivemos de aprovar regulamentação da gorjeta porque foi quebrando todo mundo pela irresponsabilidade da Justiça brasileira, da Justiça do Trabalho, que não deveria nem existir”.

“Acho que a gente vai avançar na regulamentação trabalhista. Infelizmente, o presidente Michel não vai gostar, mas acho que a Câmara precisa dar um passo além daquilo que está colocado no texto do governo”, afirmou, referindo-se ao projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo.

Seis entidades patronais fazem uma forte defesa da reforma trabalhista em tramitação no Congresso. Em audiência na Câmara, representantes de várias delas defenderam a necessidade de modernizar a legislação trabalhista para proteger empregos em um momento de crise e para dar mais segurança jurídica para os contratos entre patrões e empregados.

Entidades como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), Federação Brasileira de Bancos (Febragan), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Confederação Nacional de Industria (CNT) defenderam a aprovação do texto em tramitação na Câmara com o principal argumento de que a mudança dinamizara o mercado de trabalho num momento de crise econômica.

Aos deputados, representantes das várias entidades ressaltaram a importância de modernizar as regras para tentar criar novas oportunidades de emprego. O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, notou, porém, que é importante que o debate sobre a reforma tenha como horizonte o longo prazo como uma mudança estrutural e não conjuntural.





Uchôa de Mendonça
é jornalista

COMENTAR

COPYRIGHT© 2007-2014 Don Oleari Ponto Com - Todos os direitos reservados - aldeia verbal produções e jornalismo - CNPJ: 15.265.070/0001-49