Uchôa de Mendonça: Chega de Tecnologia

19 de abril de 2017
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A tragédia econômica que atingiu o Brasil, mais fruto da incompetência de nossos administradores do que realmente a crise econômica mundial, trouxe para o país um tremendo freio de arrumação. 

A situação provocada por tal “freio” será sentido por muitos e muitos anos. Raros empresários, daqueles que cerraram suas atividades voltarão a abrir seus negócios. Esse pessoal que tem passado as piores situações devido a imprudência dos nossos governantes está irremediavelmente quebrado, desmotivado, incapaz de se soerguer com suas própr ias pernas, porque nem o chamado estado tem condições ou competência para ajudar ninguém. 

O que o Estado quer, é cobrar mais imposto, dar mais prejuízo, sugar mais e mais a bolsa frágil do empresário.

O que é triste é o primarismo dos nossos governantes. Cabe ao governo, ao chamado poder público, incentivar o desenvolvimento, criar infraestrutura, dar condições creditícias, promover a educação, a saúde, o transporte de massa, construir a infraestrutura adequada para que o país possa progredir, que os corajosos tenham coragem de investir no país que cobra os maiores impostos do mundo, os maiores juros, que tem uma justiça do trabalho que é uma fábrica de delinquência e, ainda por cima, tem esse maior processo de corrupção do mundo, que nos desmoraliza.

Se o país não passar por uma espécie de profilaxia dessa monstruosa imoralidade, se não sanearmos a economia desses empresários tipo Odebrechet, que compra todo mundo, de presidente da República e engraxate dos poderes, estamos fatalmente fadados a nos transformar num imenso estado africano, sem condições de sobrevivência dentro da decência.

Nossos ministros, secretários de estado, os mais diversos administradores, são colocados em postos importantes ao sabor dos interesses políticos mais sórdidos. Jamais entenderam do que para o que foram designados, por simples interesse político. 

O Brasil jamais deixará de ser um país essencialmente agrícola. Não tem jeito. Não temos capacidade de raciocínio para termos grandes parques tecnológicos, como querem montar no Espírito Santo. Cada município acha que poder ter um parque tecnológico, como se o mundo fosse apenas trepado na tecnologia.

Tecnologia não enche barriga. O Estado do Espírito Santo não produz nada para o total consumo de sua população. Precisamos ser suficientes na produção de alguns alimentos. Não produzimos feijão, farinha, arroz, nada que seja suficiente para o abastecimento da nossa população. 


Vamos ter parque tecnológico para encher a barriga de nossa gente? Milhares de cidades no mundo, com gente inteligente trabalha em parques tecnológicos.. Vamos trabalhar na produção de alimentos, caso contrário vamos morrer de fome com o rabo atolado na tecnologia. 


Uchôa de Mendonça
é jornalista

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