Uchôa de Mendonça: Clamando pelos militares

26 de abril de 2017

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Soa estranho que uma sociedade quase por inteiro clame pela tomada do poder pelos militares. Qual a idéia que se pode fazer, quem participa das chamadas redes sociais, de uma quase unânime vontade da volta dos militares?

Quem conhece a história recente do país, quem acompanhou a participação do ciclo militar no poder, quando cinco generais passaram de forma cadente pela presidência da República, numa sucessão notável, de períodos regulares, sem a ocorrência de um ato, por mais simples que ele tenha sido, que denotasse qualquer ato de desonestidade.

Isso faz com que a sociedade reflita que cometeu uma grave tolice com a tal da “diretas já”, que elegeu Tancredo Neves, que não chegou a assumir e conheceu o golpe engendrado por Ulisses Guimarães, que enfrentou a dubiedade do general João Figueiredo (na foto acima), com o cineasta Glauber Rocha) e botou no poder uma das figuras mais corruptas de toda nossa história política, José Sarney, um nome que se associou ao de luiz Inácio Lula da Silva, que tanto tem emporcalhado a nação.

Ulisses Guimarães, José Sarney e Tancredo Neves

A voz corrente pela volta dos militares ganha corpo, adeptos, e se fala abertamente como uma das mais sérias possibilidades, diante da impossibilidade de se varrer do mapa toda classe política comprometida no mais indecente processo de corrupção da política nacional.
Não existe um líder da atualidade que não esteja seriamente atolado nas corrupções promovidas pela Odebrecht. 

Na história das nações, por mais vagabundas que elas sejam, nenhum plano foi tão audaz como o protagonizado pelo PT, seus Lula, Zé Dirceu, Genoino e tantos e tantos outros que formavam fila nas portas do Palácio da Odebrecht com a sacola estendida em busca da caridade da propina.

O processo Lava Jato se extingue após os inquéritos envolvendo os 415 políticos dos 26 partidos dos 35 que temos? Quem foi que disse tal asneira? E as demais empresas que, em ações semelhantes a Odebrecht, usaram os mesmos métodos de comprar consciências? 
Começam a surgir coisas tão cabeludas, em imoralidades, como as apuradas na Operação Lava Jato. 

O volume de corruptos envolvidos será tão grande que o Congresso Nacional poderá lançar mão de um fato desesperado, a ANISTIA para os corruptos do mesmo jeito da concedida para anistiar os criminosos, os guerrilheiros que queriam a transformação do país num regime socialista, sob a imagem de Cuba e, o que vimos, foi os anistiados se transformarem nesse amontoado de enunciados no inquérito do Lava Jato, sob as ordens do juiz federal Sérgio Moro.

Pode ser, quem sabe, que a sociedade volte às ruas para implorar a volta dos militares ao poder, por falta de uma nova liderança à vista, para concorrer com a única que está surgindo, o deputado federal Jair Bolsonaro.

No país chamado de Odebrecht.





Uchôa de Mendonça
é jornalista

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