Uchôa de Mendonça: Distorções políticas

5 de abril de 2017
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As coisas na política nacional, partidária, com o passar dos anos, têm sofrido uma profunda distorção de valores, quando grande parte das pessoas idealistas e responsáveis passaram a se encolher e achar que, por questões de escrúpulos, não deveriam participar das atividades partidárias e, assim, desde o Congresso Nacional, o centro, a caixa de ressonância das verdadeiras aspirações nacionais, passou a sofrer a influência perniciosa da má política, em virtude da invasão (a extraordinária maioria, é invasão) do que se pode chamar de verdadeiros picaretas.

A chamada banalização da vida pública, onde as pessoas não são escolhidas pelos seus méritos (às vezes o são pelos seus deméritos) dá a verdadeira noção de que, para os partidos políticos, em quantidade desastrosa, montou-se a filosofia do quanto pior, melhor...

Outro dia perguntaram a um menino, na TV, o que queria ser quanto crescer e, enfático, respondeu, jogador de futebol ou político. Duas profissões que só visam o lucro imediato, o que é muito ruim...

Qualquer auxiliar de governo, uns convocados não sei porque, para ali vão com a ideia fixa de se eleger, não pelos méritos que possam amealhar no decurso das atividades que irão desenvolver, mas como vão captar simpatias com os favores da chamada cornucópia do favoritismo oficial, ou seja, às custas dos magros bolsos da sociedade, extorquida em um emaranhado de impostos que forma a carga tributária mais elevado e indecente da face da terra.

Em recente entrevista do novo secretário da Agricultura do Estado, Octaviano Neto, o repórter perguntou sobre suas ambições políticas.
Respondeu, que estava “trabalhando” para ser candidato a deputado federal, senador ou governador. 

No contexto nacional, o sr. Octaviano não está errado. Acho que todos indivíduos têm direito de ambicionar o que de melhor lhes vêm à cuca, mas com que méritos?

A ocupação dos quadros administrativos públicos por pessoas desqualificadas para as diversas funções que ocupam, que foram convocadas pela exclusiva força partidária, dessa arrumação imoral que se pratica no país, gera esses tipos de distorções. 

No campo nacional, a começar pelo presidente Michel Temer, não tem um ministro, um auxiliar tido como “pé de cachorro” que não esteja “filiado” ao Lava-Jato ou algo semelhante.

O pior de tudo é que não divisamos à distância como sair desse emaranhado de distorções, que fazem do Brasil, um país maravilhoso, encantador, nesse depósito de gente ordinária, onde sentamos sobre nossos próprios rabos e puxamos o do vizinho, na pressuposição de que seja mais longo que o nosso.






Uchôa de Mendonça
é jornalista

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