Alencar Garcia de Freitas: Dia das mães, das avós e das sogras que se foram

5 de maio de 2017




Esta aí mais um dia daqueles considerados Dia das Mães e com ele todo o tipo de rapa-pé em direção às vivas e também em memória a essas mulheres espetaculares que já se foram, deixando na orfandade filhos, netos e genros, os grandes devedores da obra de construção de lares e famílias. 

Talvez em vida as falecidas nunca tenham sido homenageadas como mereciam.

Não são poucas as mães, avós e sogras que se desdobraram fazendo as vezes de mães e pais; no entanto, sequer eram lembradas , quando vivas e depois de mortas, nem se fala, talvez em vida nunca receberam um buquê de rosas, e não há de ser agora, depois de mortas, que suas sepulturas vão receber esse tipo de homenagem.

Isabel, Maria Lucas, Guilhermina, Adélia, Luíza, Etevalda, Ana, Beatriz, Lúcia, Lourdes, Conceição, Catarina, Leó, Geralda, Clorides, Luzia, Amélia, Alda, Imaculada, Anália, Ambrozina, Gertrudes, Cecilina e milhares de Maria’s, vivas ou mortas, são mais do que merecedoras das homenagens de filhos, genros, noras e netos não só no segundo domingo de maio, como também nos 365 ou 366 dias de cada ano, porque elas são mães muito além dos nove meses de gestação, são mães sempre!

Nem sempre heroínas dos seus filhos, genros, noras e netos, as mulheres, inclusive, as que vivem nos cárceres, se ausentes dos lares, estes se transformam numa terra deserta, pois elas, desde Eva, vieram a este mundo para construir aqui um novo paraíso.

Dificilmente se vê uma mãe dizer que o seu filho não presta, que ele é um bandido, um marginal; é comum se ouvir, sim, da boca de cada mãe, sendo o filho bandido ou não, que ele era o melhor filho do mundo...

Desde há muito se ouve dizer que ser mãe “é sofrer no paraíso”, porque ela sempre está disposta a sofrer as maiores agruras da vida no mundo, mas nunca poderá ser considerada ex-mãe, pois para elas nunca existem ex-mães e nem ex-filhos.


Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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