“Café com o Presidente – Para o Crea-ES ouvir você” recebe 20 profissionais e empresários do setor de mármore e granito do sul do ES

26 de junho de 2017
Encontro levantou temas como gestão arqueológica e de territórios para mineração, licenciamento ambiental, agilidade de processos e proximidade com a academia.




Texto e fotos: Mariana Guedes


Romper barreiras e estar cada vez mais próximo dos profissionais. Ouvir deles considerações, críticas e sugestões sobre o CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo) ou qualquer outro assunto relacionado ao exercício de sua profissão. 

Enfim, ouvir, ouvir e ouvir profissionais e donos de empresas registradas no Crea-ES e, a partir daí, corrigir procedimentos, juntar esforços para resolver eventuais problemas e, assim, construir um Conselho profissional mais forte e participativo. 

Esses são os objetivos do Crea Espírito Santo, ao iniciar nesta quarta-feira, 21, um novo projeto: “Café com o Presidente – Para o Crea-ES ouvir você”. 
Por ser um polo industrial de grande magnitude dentro do contexto da economia capixaba, e em especial um polo de rochas ornamentais onde atuam engenheiros de várias modalidades, Cachoeiro de Itapemirim se tornou palco da primeira ação, reunindo cerca de 20 profissionais na Inspetoria do Crea-ES no município, além de outros convidados.

Entre vários participantes, engenheiro civil Guilherme Luiz Miglioli, de camisa escura.

Gestão arqueológica e de territórios para mineração, licenciamento ambiental, agilidade de processos, a importância da engenharia para o desenvolvimento e a necessidade de maior proximidade com as instituições de ensino foram alguns dos temas levantados e discutidos entre os presentes.

Para o presidente do Conselho, Engenheiro Agrônomo Helder Carnielli, o encontro foi fundamental para diagnosticar os principais conflitos do setor, que é uma das principais fontes de receita do Espírito Santo e incremento regional.

- “Um grupo de trabalho focado em soluções foi formado a partir do encontro. Queremos trabalhar em ações conjuntas que fortaleçam o desenvolvimento regional com a participação direta da engenharia de minas, geologia, da agronomia, engenharia ambiental e de todas as profissões ligadas à área tecnológica, além dos setores executivo, legislativo e municipal. A contribuição dos registrados é fundamental para isso e o Crea que queremos se constrói desta forma: de fora para dentro”.

Além dos profissionais convidados e do presidente, o evento contou com a participação do vice-presidente do Conselho, Eng. Civil José Antonio Amaral, da representante da modalidade Geologia e Minas da Câmara Especializada de Engenharia Química, Geologia e Minas, Eng. de Minas e Segurança do Trabalho Adriana Di Spirito, e dos inspetores do Crea-ES de Cachoeiro de Itapemirim. A próxima parada do projeto será em Barra de São Francisco, atendendo às sugestões de profissionais e empresários do polo de rochas do Norte e Noroeste do ES.

- "A íultima reunião neste formato aconteceu há 20 anos", afirmou um profissional, dos mais autantes durante o encontro. Quer saber o que outros participantes acharam do evento? Confira abaixo.

“A última vez que vi uma reunião neste formato, com uma entidade mostrando interesse em relação às demandas dos engenheiros do sul do Espírito Santo, foi há uns 20 anos. A iniciativa é louvável, assim como a formação do grupo de trabalho, mas é importante que alguns pontos de gargalos se mantenham nas discussões, como a gestão arqueológica, a gestão de territórios para mineração, a formação de incubadoras com iniciativa das escolas de engenharia do sul.” Engenheiro Agrônomo Valério Raymundo (ao centro da foto, ao lado do vice-presidente do Crea, Eng. Civil José Antonio Amaral), gestor da Associação de Desenvolvimento Ambiental do Mármore e Granito (Adamag).

“Achei bastante interessante a iniciativa do Crea-ES, acho que falta isso do poder público de um modo geral. O projeto deve continuar para haver mais reuniões e discussões de ideias. A maior carência do setor é a aproximação com a academia, o desenvolvimento tecnológico e a aceitação do empresário, porque o empresário sempre pensa que o engenheiro é um custo. A questão da gestão também é de extrema importância, um fator importante para o desenvolvimento econômico.” Engenheira de Minas Julieta Calegari, representante da empresa Magnitos

- “Gostei muito da reunião. É um grande e importante passo a iniciativa do Crea de sair da condição de agente fiscalizador e partir para abraçar a questão do desenvolvimento. Temos debates importantes sobre tecnologia, licenciamentos ambientais, calcário, que é essencial discutir. O Conselho pode ser partícipe de todas essas questões e isso se inicia em um encontro como esse, que desperta o interesse de todos os presentes.” Engenheiro de Minas Giovanni Willian Duarte (na foto, primeiro à esquerda, de camisa verde).

“A ação foi muito produtiva, tem que ocorrer mais vezes para ter esse engajamento com o setor privado, com as entidades de classe, com os outros setores e isso só vai fortalecer. Além disso, colocar em prática e fazer planos de ações é de extrema importância. Essas questões de representatividade para ter o próprio Crea abraçando mais os profissionais de outros setores de engenharia é muito importante. Acredito que o ponto principal é trabalhar em conjunto.” Engenheiro Industrial Tiago Gales

- “Acredito que o evento é importante porque a aproximação do Conselho com o profissional é extremamente necessária, pois isso fortalece mais a classe dos engenheiros e o próprio Sistema. A troca de informações e de conhecimentos promove o desenvolvimento da região em que estamos inseridos. Nós, profissionais, estamos dentro do Crea e nós temos que tomar a frente, fazer e acontecer.” Engenheiro de Produção Vinicius Santos Terra (em pé, na foto).

“Já fui conselheiro e com essa ação percebo como o Crea-ES está abrindo oportunidade para os setores do sul falarem das necessidades que temos. A maior demanda do setor de mineração que vejo hoje é a questão do licenciamento ambiental, a demora das licenças e na clareza dos órgãos ambientais, tanto municipal quanto estadual. A necessidade de agilidade nos processos – que é o que sempre demora muito e atrasa a vida do empreendedor, que não consegue colocar a sua empresa para funcionar, também é uma grande demanda.” Inspetor do Crea-ES Engenheiro Florestal Eugênio José Agrizzi


“A ação foi muito produtiva, tem que ocorrer mais vezes para ter esse engajamento com o setor privado, com as entidades de classe, com os outros setores e isso só vai fortalecer. Além disso, colocar em prática e fazer planos de ações é de extrema importância. Essas questões de representatividade para ter o próprio Crea abraçando mais os profissionais de outros setores de engenharia é muito importante. Acredito que o ponto principal é trabalhar em conjunto.” Engenheiro Industrial Tiago Gales

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