Uchôa de Mendonça: Domingos José Martins

19 de junho de 2017


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Desapercebidamente transcorreu no dia 12 de junho em curso 200 anos que Domingos José Martins, capixaba, natural da Vila de Itapemirim, foi arcabuzado na Bahia junto com o pernambucano Luiz José de Mendonça, os precursores do movimento pela independência do Brasil.

Traídos por supostos amigos que trabalhavam para a coroa portuguesa, os maiores e verdadeiros heróis nacionais que tiveram a data do seu arcabuzamento transferida do dia 12 de junho para o dia 23, para não empanar as comemorações do dia dos namorados, continuam esquecidos. Pobre Brasil.

Domingos José Martins foi uma das maiores figuras da maçonaria nacional, estabelecido com negócios em Londres onde editava um jornal para divulgar a campanha de independência da nação, contrariando as autoridades portuguesas.

A data de 12 de junho foi reverenciada pela Maçonaria do Espírito Santo onde Domingos José Martins é um dos grandes símbolos da nacionalidade. Seu nome figura com sede do município de Domingos Martins em sua homenagem, à sua invulgar bravura. Ao ser arcabuzado (Eudes Barros conta em seu livro: Eles lutaram pela Liberdade) Domingos Martins abriu a camisa e bradou: “Morro pela li...berdade”.

A traição ao movimento da independência do Brasil que era promovida por Pernambuco, sendo Recife o grande centro do trabalho desenvolvido, com a denúncia de Domingos José Martins, Luiz José de Mendonça e outros companheiros, promovendo seus fuzilamen tos, trouxe uma revolta grande dos pernambucanos contra os baianos, que passaram a ser olhados como traidores da Pátria.


Domingos José Martins foi, na realidade, o maior herói nacional. Seu trabalho em prol da independência foi tão extraordinário que logo depois de sua morte o movimento foi crescendo e, no dia 7 de setembro de 1822 Dom Pedro Primeiro proclamou a independência.

Com a falência das classes dirigentes nacionais, como faz falta homens como Domingos José Martins, nascidos ao tempo em que homem era homem de verdade.

Não existem exemplos na história de homens que tenham se dedicado com um tremendo amor às verdadeiras causas nacionais. O último dirigente, um dos raros, verdadeiramente voltados para a Pátria, um estadista, foi Humberto de Alencar Castelo Branco, o primeiro presidente do Movimento Revolucionário de Março de 1964.

Morrer pela pátria, abrir a camisa e deixar ser arcabuzado pelos traidores, é preciso ter muita coragem. Cinco anos depois, felizmente, o Brasil se tornou uma nação livre.


Uchôa de Mendonça
é jornalista

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