Alencar Garcia de Freitas: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra...”

2 de agosto de 2017






A mídia estampa, diariamente, em manchetes, todos os tipos de crimes contra pessoas e contra o meio ambiente, e o que não falta é advogado para defender os criminosos, cujos honorários podem ser muito altos, médios ou baixos, dependendo do poder aquisitivo dos que precisam de tais serviços. 

Tantas pessoas assim precisando de profissionais do direito para defendê-las, deixa claro, mais do que nunca, que só Jesus Cristo nunca pecou, daí ele poder se dirigir àquela multidão de pecadores e sentenciar:

- “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra!”(João 8:7). Resultado: ninguém da multidão atirou uma pedra sequer contra aquela mulher pecadora, que foi apanhada em adultério.

Do ponto de vista teológico, quando o assunto é pecado e portanto condenação, penso que ninguém, de sã consciência, pode julgar e condenar alguém. Outro dia, lendo um texto muito bem construído, de autoria de um consagrado juiz capixaba, fazendo uma crítica acerba ao juiz Sérgio Moro, sem citá-lo nominalmente, dava a entender que aquele magistrado precisaria ser isento e imparcial para julgar o ex-presidente Lula. 

Então, eu, como leitor do juiz capixaba, perguntei-lhe, em “Fala, leitor”, de A Gazeta, se ele estaria isento e imparcial para julgar o metalúrgico, por conhecer sua tendência, muito semelhante à de Leonardo Boff.

Escrevo, diariamente, para sites e outros meios de comunicação, fazendo comentários e avaliações a respeito de diversos temas, tendo, contudo, o cuidado de não julgar e condenar quem quer seja, por ser uma pessoa com um monte de defeitos como sou, defeitos que, como sempre digo, dão para encher uma caçamba e ainda sobra, talvez, para encher outra caçamba.

Nestes últimos tempos, o que os meios de comunicação têm julgado e condenado de pessoas acusadas de todos os tipos de crimes é de apavorar; às vezes, julgando e condenando sem prova e sem culpa formada, não é brincadeira!

Conheci, há mais de 50 anos, uma família que foi completamente destruída em face de uma denúncia contra o chefe do clã, segundo a qual ele teria se apropriado de uma grande quantia em dinheiro da empresa em que trabalhava; ele morreu de paixão, à míngua, protestando inocência; e só muito tempo depois ficou provado que o pobre coitado nunca desviou dinheiro da empresa e de quem quer que seja.





Alencar Garcia de Freitas 
é jornalista

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